O Havanês é a única raça considerada genuinamente nacional de Cuba e possui uma história profundamente ligada ao desenvolvimento cultural da ilha. Seus ancestrais chegaram ao Caribe durante os séculos XVI e XVII acompanhando navegadores espanhóis e comerciantes italianos, descendendo de pequenos cães do grupo Bichon originários da região do Mediterrâneo. Ao longo das décadas, esses cães adaptaram-se ao clima tropical cubano e passaram por uma seleção natural e cuidadosa que resultou em uma raça elegante, inteligente e extremamente sociável.
Inicialmente, o Havanês tornou-se muito popular entre famílias aristocráticas de Havana, capital que inspirou seu nome. Sua pelagem longa, sedosa e levemente ondulada ajudava a protegê-lo tanto do calor intenso quanto da umidade característica da ilha. Além da aparência charmosa, conquistou espaço graças ao comportamento alegre, facilidade de aprendizado e enorme capacidade de criar fortes vínculos com seus tutores. Era comum acompanhar músicos, artistas e membros da alta sociedade cubana durante o século XIX.
Após mudanças políticas ocorridas em Cuba durante o século XX, a raça enfrentou um período delicado, sendo preservada principalmente por famílias que emigraram para os Estados Unidos levando seus cães. Graças a esses criadores, o Havanês recuperou sua popularidade internacional e atualmente figura entre as raças de companhia mais apreciadas do mundo. Sua inteligência, simpatia e adaptabilidade fazem dele um excelente companheiro para diferentes estilos de vida, mantendo viva a herança cultural da ilha caribenha.
Nenhum cão deve depender de longos períodos de isolamento como rotina. No caso do Havanês, é importante considerar que seu temperamento costuma ser sociável, alegre e muito ligado às pessoas. Treino gradual de independência, enriquecimento ambiental e uma rotina de atividade antes e depois das ausências ajudam a prevenir estresse.
O Havanês pode conviver muito bem com crianças quando é socializado e supervisionado. Seu perfil tende a ser sociável, alegre e muito ligado às pessoas. Como em qualquer raça, ensine a criança a respeitar o cão e considere o porte pequeno, principalmente nas brincadeiras.
A pelagem do Havanês é longa, macia e de manutenção frequente. A frequência de escovação varia conforme a fase do pelo, mas uma rotina constante reduz nós, remove pelos mortos e ajuda a observar a pele. Banhos e grooming devem respeitar o tipo de pelagem da raça.
Entre os pontos que merecem atenção no Havanês estão luxação de patela, problemas oculares e dentários. Isso não significa que todo cão terá esses problemas. Procure criação responsável, mantenha peso adequado, faça check-ups veterinários e converse com o profissional sobre exames preventivos indicados para a raça.
Antes de escolher um Havanês, avalie se sua rotina combina com a raça: adapta-se bem à vida doméstica, mas não gosta de isolamento prolongado. Considere também porte pequeno, energia moderada, cuidados com a pelagem e orçamento veterinário. Essa análise reduz decisões por impulso e aumenta a chance de uma convivência saudável por muitos anos.
O treinamento do Havanês tende a funcionar melhor com sessões curtas, consistentes e recompensas que realmente motivem o cão. A raça é descrita como sociável, alegre e muito ligado às pessoas, e isso deve orientar o método. Começar cedo com comandos básicos, autocontrole e socialização costuma trazer melhores resultados.
O Havanês tem nível de energia moderada. A rotina ideal combina passeios, brincadeiras e estímulos mentais, ajustados à idade e à saúde. Mais importante que contar apenas minutos é oferecer atividade suficiente para o cão relaxar em casa sem tédio ou comportamento destrutivo.